Enfeitar
árvores é um ritual antiquíssimo, presente em praticamente todas as culturas e
religiões pagãs, para celebrar a fertilidade da natureza. Nas
vésperas do solstício de inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros, levavam para seus lares e os
enfeitavam de forma muito semelhante ao que faz nas atuais árvores de Natal.
Essa tradição passou aos povos Germânicos. A primeira árvore de Natal
foi decorada em Riga, na Letónia, em 1510. Os primeiros registros de sua adoção pelo
cristianismo vêm do norte
da Europa (terra dos pinheiros, a árvore de Natal clássica), no começo do
século XVI - mas tudo indica que, a essa altura, já era uma tradição medieval. Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na
Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta,
Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As
estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de
árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou
velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado
na floresta.
As pessoas, então,
passaram a montar essas alegorias em suas casas, com árvores cada vez mais
decoradas: de velas (simbolizando a luz de Cristo), estrelas (alusão à estrela
de Belém) e rosas (em homenagem à Virgem Maria) até hóstias (pedindo perdão
pelos pecados). Nos séculos XVII e XVIII, o hábito se tornou tão popular entre
os povos germânicos que eles mesmos o creditaram a seu maior líder religioso,
Martinho Lutero (1483-1546), fundador do protestantismo. A árvore de Natal só
se difundiu pelo resto do planeta a partir de 1841, quando o príncipe Albert
(1819-1861) - esposo alemão da rainha Vitória - montou uma delas no palácio
real britânico. Na época, o império vitoriano dominava mais de meio mundo e o
costume logo se tornou universal.
No início do século XVIII, o monge beneditino São Bonifácio tentou
acabar com essa crença pagã que havia na Turíngia, para onde fora como missionário. Com um machado cortou um pinheiro
sagrado que os locais adoravam no alto de um monte. Como teve insucesso na
erradicação da crença, decidiu associar o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade e suas folhas resistentes e perenes à eternidade de Jesus.
Nascia aí a Árvore de Natal[1].
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