Texto: Salmo 139:16
Título: Tudo tem um propósito, confie e
verá.
Introdução: Quando falo que tudo que ocorre conosco tem um propósito, falo
uma verdade a qual creio. Davi tinha essa consciência ao dizer: “[...] no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito
e determinado, quando nem um deles havia ainda.” (v.16). Para Davi a vida é como um livro onde está escrito tudo
sobre nós. Hoje se discute as tais biografias não autorizadas, não é verdade?
Pois é, para o Senhor não haverá biografia não autorizada, porque toda nossa
biografia já está nas mãos Dele, conforme João diz em Apocalipse e Daniel em
sua visão: “Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé
diante do trono. Então, se abriram
livros. [...] E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o
que se achava escrito nos livros.” (Ap 20:12), “Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de
milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o
tribunal, e se abriram os livros..” (Dn 7: 10).
Irmão, neste
momento o livro da sua vida está sendo escrito, até aqui em suas páginas estão
suas as obras, suas experiências, tanto as amargas como as doces. Daqui para
frente ainda há o que ser escrito e, enquanto estas páginas são preenchidas
surgem nossas expectativas, esperanças e medos. O que tenho a dizer aos irmãos
nesta noite é o seguinte: Tudo em nossa
vida tem um propósito! Então, o que nos cabe é confiar naquele que nos ama,
que cuida e que está ao nosso lado sempre, o Pai Eterno, Ele está ao nosso lado
em cada momento da nossa vida. O salmista Davi assim cria e disse: “Confia no Senhor e faze o
bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. Agrada-te do Senhor, e ele
satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia
nele, e o mais ele fará.” (Sl 37: 3-5).
Irmãos e irmãs,
poderia parar por aqui, a palavra está entregue, contudo, gostaria de me
estender um pouco mais para contar uma história que possa vir a ser ilustrativa
para o que falei. É um pouco da história de vida de uma pessoa que foi muito
conhecida, principalmente para o mundo digital de hoje. Seu nome é Steve Jobs.
Em 12 de junho de 2005, Steve Jobs, então
presidente-executivo da Apple Computer e da Pixar Animation Studios,
fez um discurso aos formandos da Universidade de Stanford (USA). Neste discurso
ele conta a história de sua vida em 3 partes: a primeira é sobre ligar os pontos; a segunda é sobre amor e perda; a terceira é sobre morte. Discurso famoso que repercute até hoje.
Tentarei repassa-lo resumidamente.
Ele começa assim: "Estou
honrado por estar aqui com vocês em sua formatura por uma das melhores
universidades do mundo. Eu mesmo não concluí a faculdade. Para ser franco,
jamais havia estado tão perto de uma formatura, até hoje. Pretendo lhes contar
três histórias sobre a minha vida. [...] Só isso. Nada demais.”. Então dá início, conforme reprodução
abaixo:
A primeira é sobre ligar os
pontos: “Tudo
começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era jovem e não era casada;
estava fazendo o doutorado, e decidiu que me ofereceria para adoção. Ela estava
determinada a encontrar pais adotivos que tivessem educação superior, e por
isso, quando nasci, as coisas estavam armadas de forma a que eu fosse adotado
por um advogado e sua mulher. Mas eles terminaram por decidir que preferiam uma
menina. Assim, meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam um
telefonema em plena madrugada ‘temos um
menino inesperado aqui; vocês o querem?’ Os dois responderam ‘claro que sim’. Minha mãe biológica
descobriu [...] que minha mãe adotiva não tinha diploma universitário e que meu
pai nem mesmo tinha diploma de segundo grau. Por isso, se recusou a assinar o
documento final de adoção durante alguns meses, e só mudou de ideia quando eles
prometeram que eu faria um curso superior. Assim, 17 anos mais tarde [...] escolhi
uma faculdade quase tão cara quanto Stanford, e por isso todas as economias dos
meus pais, que não eram ricos, foram gastas para pagar meus estudos. Passados
seis meses, eu não via valor em nada do que aprendia. Não sabia o que queria
fazer da minha vida e não entendia como uma faculdade poderia me ajudar quanto
a isso. E lá estava eu, gastando as economias de uma vida inteira. Por isso
decidi desistir, confiando em que as coisas se ajeitariam. Admito que fiquei
assustado, mas em retrospecto foi uma de minhas melhores decisões. Bastou
largar o curso para que eu parasse de assistir às aulas chatas e só assistisse
às que me interessavam. [...] E boa parte daquilo em que tropecei seguindo
minha curiosidade e intuição se provou valioso mais tarde. Vou oferecer um
exemplo: Na época, o Reed College talvez tivesse o melhor curso de caligrafia
do país. Todos os cartazes e etiquetas do campus eram escritos em letra
belíssima. [...] decidi aprender caligrafia. Aprendi sobre tipos com e sem
serifa, sobre as variações no espaço entre diferentes combinação de letras,
sobre as características que definem a qualidade de uma tipografia. [...]
Fiquei fascinado. Mas não havia nem esperança de aplicar aquilo em minha vida.
No entanto, 10 anos mais tarde, quando estávamos projetando o primeiro Macintosh,
me lembrei de tudo aquilo. E o projeto do Mac incluía esse aprendizado. Foi o
primeiro computador com uma bela tipografia. Sem aquele curso, o Mac não teria
múltiplas fontes. E, porque o Windows era só uma cópia do Mac, talvez nenhum
computador viesse a oferecê-las, sem aquele curso. É claro que conectar os
pontos era impossível, na minha era de faculdade. Mas em retrospecto, dez anos
mais tarde, tudo ficava bem claro. Repito: os pontos só se conectam em retrospecto.
Por isso, é preciso confiar em que estarão conectados, no futuro. É preciso
confiar em algo [...] Essa abordagem jamais me decepcionou, e mudou minha vida.”
Provérbios 3:5 diz: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu
próprio entendimento.”
A segunda história é sobre amor e perda: “Descobri o que amava
bem cedo na vida. Wozniak e eu criamos a Apple na garagem dos meus pais quando
eu tinha 20 anos. Trabalhávamos muito, e em 10 anos a empresa tinha crescido de
duas pessoas e uma garagem a quatro mil pessoas e US$ 2 bilhões. Havíamos
lançado nossa melhor criação - o Macintosh - um ano antes, e eu mal completara
30 anos. Foi então que terminei despedido. Como alguém pode ser despedido da
empresa que criou? Bem, à medida que a empresa crescia contratamos alguém
supostamente muito talentoso para dirigir a Apple comigo, e por um ano as
coisas foram bem. Mas nossas visões sobre o futuro começaram a divergir, e
terminamos rompendo - mas o conselho ficou com ele. Por isso, aos 30 anos, eu
estava desempregado. E de modo muito público. O foco de minha vida adulta havia
desaparecido, e a dor foi devastadora. Por alguns meses, eu não sabia o que
fazer. [...] pensei em sair do Vale do Silício. Mas logo percebi que eu amava o
que fazia. O que acontecera na Apple não mudou esse amor. Apesar da rejeição, o
amor permanecia, e por isso decidi recomeçar. Não percebi, na época, mas ser
demitido da Apple foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. O peso do
sucesso foi substituído pela leveza do recomeço. Isso me libertou para um dos
mais criativos períodos de minha vida. Nos cinco anos seguintes, criei duas
empresas, a NeXT e a Pixar, e me apaixonei por uma pessoa
maravilhosa, que veio a ser minha mulher. A Pixar criou o primeiro filme
animado por computador, Toy Story, e é hoje o estúdio de animação mais
bem sucedido do mundo. E, estranhamente, a Apple comprou a NeXT, eu voltei à
empresa e a tecnologia desenvolvida na NeXT é o cerne do [...] renascimento da
Apple. E eu e Laurene temos uma família maravilhosa. Estou certo de que nada
disso teria acontecido sem a demissão. O sabor do remédio era amargo, mas creio
que o paciente precisava dele. [...] Estou certo de que meu amor pelo que fazia
é que me manteve ativo. É preciso encontrar aquilo que vocês amam [...] Caso
ainda não tenham encontrado, continuem procurando. Não se acomodem. Como é
comum nos assuntos do coração, quando encontrarem, vocês saberão. Tudo vai
melhorar, com o tempo.”
Eclesiastes 3:1 diz: “Tudo tem o seu tempo
determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:”
A terceira história é sobre
morte: “Quando eu tinha 17 anos, li uma citação que
dizia: ‘se você viver cada dia como se
fosse o último, um dia terá razão’. Isso me impressionou, e nos 33 anos
transcorridos sempre me olho no espelho pela manhã e pergunto, se hoje fosse o
último dia de minha vida, eu desejaria mesmo estar fazendo o que faço? E se a
resposta for ‘não’ por muitos dias consecutivos, é preciso mudar alguma coisa.
Lembrar de que em breve estarei morto é a melhor ferramenta que encontrei para
me ajudar a fazer as grandes escolhas da vida. Porque quase tudo - expectativas
externas, orgulho, medo do fracasso - desaparece diante da morte, que só deixa
aquilo que é importante. Lembrar de que você vai morrer é a melhor maneira que
conheço de evitar armadilha de temer por aquilo que temos a perder. [...] Cerca
de 1 ano atrás, um exame revelou que eu tinha câncer. Uma ressonância às 7h30 mostrou
claramente um tumor no meu pâncreas [...] Os médicos me disseram que era uma forma
de câncer quase certamente incurável, e que minha expectativa de vida era de 3 a
6 meses. O médico me aconselhou a ir para casa e organizar meus negócios, o que
é jargão médico para ‘prepare-se, você
vai morrer’. [...] Significa garantir que tudo esteja organizado para que
sua família sofra o mínimo possível. Significa se despedir. Eu passei o dia
todo vivendo com aquele diagnóstico. Na mesma noite, uma biópsia permitiu a
retirada de algumas células do tumor. Eu estava anestesiado, mas minha mulher,
que estava lá, contou que quando os médicos viram as células ao microscópio
começaram a chorar, porque se tratava de uma forma muito rara de câncer
pancreático, tratável por cirurgia. Fiz a cirurgia, e agora estou bem. [...]”
Salmo 112: 1 e 7 diz: “Bem aventurado o homem que teme ao Senhor e se compraz nos seus
mandamentos.”; “Não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme,
confiante no Senhor.”
Ele ainda diz: “[...] Nunca havia chegado tão perto da morte, e
espero que mais algumas décadas passem sem que a situação se repita. Ninguém
quer morrer. Mesmo as pessoas que desejam ir para o céu prefeririam não morrer
para fazê-lo. Mas a morte é o destino comum a todos. Ninguém conseguiu escapar
a ela. E é certo que seja assim, porque a morte talvez seja a maior invenção da
vida. É o agente de mudanças da vida. [...].”
1 Coríntios 15: 54 diz: “E, quando este corpo
corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de
imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a
morte pela vitória.”
Conclusão: O câncer com o qual Steve Jobs lutava desde 2004 finalmente o
levou a morte. Ele morreu em 5 do
outubro de 2011, aos 56 anos de idade, como muitos acompanharam na mídia na
ocasião. Nada na vida dele foi por um acaso, tudo tinha um propósito.
Semelhantemente,
é assim que eu vejo na vida de cada pessoa, tudo que ocorre
tem um propósito, por isso, faço as palavras do rei Davi também as minhas: “[...]
no teu livro foram escritos todos os meus
dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.” (v.16). Faço também da minha vida um projeto de confiança, de
acordo com Provérbios 16: 9: “O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige
os passos.”.
Vejam meus
queridos, por meio do Salmo 37: 3-5 (versão: BKJ), como o Senhor quer que você escreva o livro da sua vida. São 4
pontos a se observar:
v Confia no Senhor e pratica o bem;
v Assim habitará em paz na terra e te nutrirás com a fé[1].
v Deleita-te no Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração.
v Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará.
Tudo tem um propósito, confie e verá.
0 comentários:
Postar um comentário