As Origens do Nosso Calendário
Para aqueles que têm dúvidas sobre as origens do nosso calendário e se pergunta: por que o ano tem 12 meses e a semana sete dias? Por
que o mês de janeiro é o primeiro do ano? Por que há alguns anos que são
bissextos? Qual a origem dos nomes dos meses e dos dias da semana? E, assim por
diante. Pois bem, aí seguem as respostas sobre o assunto. Espero que possam sanar suas dúvidas[1].
A Relação
com a Astronomia
A relação
entre o calendário e a Astronomia é direta. Logo cedo, a humanidade sentiu
necessidade de dividir o tempo para comemorar suas festas religiosas e,
principalmente, para saber a época de suas atividades agrícolas e comerciais.
Os primeiros povos tinham dois sistemas básicos para contagem de longos
períodos de tempo que eram baseados nos movimentos do Sol e da Lua. No caso do
Sol, geralmente toma-se como referência o ano trópico, cujo intervalo de tempo
entre dois solstícios de verão consecutivos, hoje sabemos ser de 365,2422 dias. Já os calendários
lunares são baseados no período de 12 lunações, ou seja, 354,36708 dias. Uma
lunação é o intervalo entre duas luas novas consecutivas e dura 29,53059 dias.
Por algum tempo utilizou-se exclusivamente o calendário lunar. Como para ocorrerem
12 lunações são necessários 354 dias, faltavam, ainda, cerca de dez dias para o
Sol ocupar a mesma posição na eclíptica.
Consequentemente,
as estações do ano iriam ocorrer, pelo calendário lunar, a cada ano, cerca de
dez dias mais cedo. Imagine o transtorno que isso traria aos povos que
dependiam diretamente dos fenômenos sazonais (plantio, caça, pesca, etc.). Ainda
assim, alguns povos utilizam até hoje o calendário exclusivamente lunar, como
os árabes. Já os judeus utilizam um calendário Lunissolar.
O mundo
ocidental usa o calendário solar, embora ainda guarde alguns resquícios do
antigo calendário lunar, como os 12 meses, originários das 12 lunações.
Calendário
de Rômulo
Este
calendário, criado por Rômulo (753-717 a.C.), tinha 304 dias divididos em dez meses, cada mês variando entre 16 e 36
dias. Posteriormente, o número de dias de cada mês teria 30 ou 31 dias,
compreendendo dez meses lunares, sendo que o ano deveria sempre se iniciar no
equinócio da primavera. Ora, como o ano trópico tem 365,2422 dias, eles deveriam ter algum sistema para corrigir o
déficit de 61 dias, mas não se sabe qual era esse processo. Mesmo que houvesse
algum método engenhoso, sabe-se que este calendário teve pouca duração, pois os
meses flutuavam pelas estações do ano.
Os nomes dos meses foram provavelmente o único
legado deste calendário:
1º martius 31 dias
2º aprilis 30 dias
3º maius 31 dias
4º junius 30 dias
5º quintilis 31 dias
6º sextilis 30 dias
7º september 31 dias
8º october 31 dias
9º november 31 dias
10º december 30 dias
Calendário de Numa
Pompilo
Na época do
imperador Numa Pompilo (717-673 a.C.), sucessor de Rômulo, foram feitas algumas
modificações no calendário. Os romanos daquela época eram extremamente
supersticiosos e consideravam números pares como fatídicos. Então aboliram os
meses de 30 dias, que passaram a ter 31 ou 29 dias. Além disso, aumentou-se
para 12 o número de meses, sendo introduzidos Januarius (29 dias), em homenagem a Jano, deus com duas caras, e Februarius
(28 dias), deus dos infernos e das purificações. Esses meses eram,
respectivamente, o décimo primeiro e o décimo segundo do ano, permanecendo o
início em Martius. Com os 355
dias desse calendário, ainda havia uma diferença de 10,25 dias para o
calendário solar. Para corrigir isso, era acrescentado, periodicamente, no
final do ano, um mês denominado intercalar, chamado Mercedonius (segundo alguns deriva de merces - renda,
imposto, porque nessa época eram recolhidos os impostos). A periodicidade
obedecia um ciclo de 24 anos chamado pompiliano, que era subdividido em
períodos de quatro anos.
Os anos que
tinham numeração ímpar neste ciclo e o último (o 24) tinham 12 meses de 355
dias; os restantes tinham 13 meses (com o intercalar que poderia ter 22 ou 23
dias). Mercedonius tinha 22 dias quando se intercalava no 2º, 6º, 10º,
18º, 20º e 22º ano do ciclo pompiliano, e 23 dias quando no 4º, 8º, 12º e 16º
ano do ciclo, contendo, portanto, Februarius, 28 dias nos anos
ordinários, e 50 ou 51 dias nos anos com intercalação. Isto porque o mês
intercalar não vinha após Februarius, mas no meio deste. Depois de
"23 de Februarius" contava-se 1, 2, 3...22 ou 23 Mercedonius,
e retornava-se para o 24º dia de Februarius. O ano de Numa Pompilo tinha, portanto, 12 meses com 355 dias e quando havia a intercalação, alternadamente 377 ou 378,
ou seja, num período de 4 anos, tínhamos: 355, 377, 355 e 378 dias, dando
uma média de 366,24 dias. Os dois
últimos períodos de quatro anos do ciclo de 24 anos tinham, respectivamente,
371 e 372 dias, em vez de 377 e 378, eliminando 12 dias em 24 anos, o que
provocou um ano ligeiramente maior que 365 dias. Com isso conseguiu-se um
calendário bastante razoável, embora um pouco complicado para o povo romano. A
intercalação dos meses e o controle dos números de dias eram atributos dos
pontífices. É importante notar que estes acabaram tendo em suas mãos o poder
sobre a época da investidura dos cônsules. Assim os responsáveis pela
observância das regras da intercalação adiavam ou antecipavam a introdução do
mês Mercedonius, primeiramente pela conveniência de prolongarem as
magistraturas ou para favorecimento de amigos. Desse modo acabaram perdendo o
controle sobre o calendário, e em pouco tempo o caos havia se formado. A duração
dos meses no calendário de Numa Pompilo ficou assim:
MÊS PERÍODO
1 2 3 4
1º martius_________________31 dias____31 dias____31 dias____31 dias
2º aprilis__________________29 dias____29 dias____29 dias____29 dias
3º maius__________________31 dias____31 dias____31 dias____31 dias
4º junius__________________29 dias____29 dias____29 dias____29 dias
5º quintilis________________ 31 dias____31 dias____31 dias____31 dias
6º sextilis_________________ 29 dias____29 dias____29 dias____29 dias
7º september______________ 29 dias____29 dias____29 dias____29 dias
8º october_________________31 dias____31 dias____31 dias____31 dias
9º november_______________29 dias____29 dias____29 dias____29 dias
10º december______________29 dias____29 dias____29 dias____29 dias
11º januarius______________ 29 dias____29 dias____29 dias____29 dias
12º februaruis_____________ 29 dias____23 dias____28 dias____24 dias
13º mercedonius___________22 dias____ ** ____23 dias____ **
Resto de februarius_________ ** ____ 5 dias____ ** ____ 4 dias
TOTAL DE DIAS 355 377* 355 378*
* Nos dois últimos períodos de
quatro anos num ciclo de 24 anos, os anos pares tinham sua duração reduzida
para 371 e 372 dias, respectivamente.
Calendário Juliano
O imperador
Júlio César (100-44 a.C.) tomou para si a tarefa de reordenar o calendário,
chamando para isso o astrônomo Sosígenes.
A partir de então, dentre as modificações introduzidas temos:
1- O ano se iniciaria em Januarius, e não mais em Martius.
Para isso ele fez com que calendas januaris (1º de janeiro) coincidisse
com a primeira Lua nova depois do solstício de inverno, que naquela época se
dava em antediem VIII calendas januarii (25/12). Júlio César atendeu,
assim, a antigas crenças dos calendários solar e lunar.
2- O ano teria 365 dias, sendo que de quatro em quatro anos haveria
um dia excedente em Februarius: o bis VI antediem calendas martii,
onde antes se intercalava o Mercedonius. O ano anterior ao uso do
calendário juliano é conhecido como ano da confusão, pois foram feitas várias
modificações nesse ano para preparar o calendário para a reforma; houve 15
meses com 445 dias. Júlio César, após ser assassinado em 44 a.C., foi
homenageado e, para isso, lhe foi reservado o mês Julius, antigo Quintilis.
Os pontífices
encarregados de regular o calendário e de acompanhar as observâncias das leis
erraram nas interpretações das regras do calendário e estavam tornando
bissextos os anos em intervalos de três anos, ao invés de quatro em quatro. Com
isso, nos 37 primeiros anos foram considerados 12 anos bissextos: 42, 39, 36,
33, 30, 27, 24, 21, 18, 15, 12 e 9 a.C., quando deveriam ser nove: 41, 37, 33,
29, 25, 21, 17, 13 e 9, produzindo uma diferença de três dias.
César Augusto (44 a.C. - 37 d.C.) decretou que não se fizessem bissextos os
três anos seguintes que deveriam sê-los, ou seja, 5 e 1 a.C., assim como 4 d.C.
Graças a essas contribuições, o imperador foi homenageado com seu nome no lugar
de Sextilis, mês em que nasceu, que passou a ter 31 dias, o mesmo número
de Julius, visto que sendo imperador, como Júlio César, ambos deveriam
merecer a mesma homenagem. Com o aumento no número de dias de Augustus,
o prejudicado foi o mês de Februarius, que passou a ter 28 ou 29 dias.
Calendas,
Nonas e Idos
Na Roma antiga
os meses eram divididos em três partes, denominadas: calendas, nonas e idos.
Estas eram ainda contadas de trás para frente, e assim 2 de janeiro era antediem
IV nonas januarii; 10 de março era antediem VI idus martii; e o
primeiro dia do mês era simplesmente Kalendae, daí o nome calendário.
Quando o calendário romano era exclusivamente lunar, o primeiro dia das
calendas (e dos meses) fazia-se coincidir com a Lua nova, as nonas na Lua
crescente e os idos na Lua cheia. Depois abandonou-se o sistema de contagem
baseado nas fases da Lua e os dias passaram a ser predeterminados. As calendas
passaram a corresponder ao primeiro dia do mês, já as nonas e os idos aos dias
7 e 15 nos meses de março, maio, julho e outubro, e aos dias 5 e 13 nos outros
meses.
CALENDÁRIO JULIANO
1º januarius______________ 31 dias
2º februaruis_____________ 29 ou 30 dias
3º martius________________ 31 dias
4º aprilis_________________ 30 dias
5º maius_________________ 31 dias
6º junius_________________ 30 dias
7º quintilis_______________ 31 dias
8º sextilis________________ 30 dias
9º september_____________ 30 dias
10º october_______________ 31 dias
11º november_____________ 30 dias
12º december_____________ 31 dias
CALENDÁRIO JULIANO DEPOIS DE AUGUSTUS
1º januarius______________ 31 dias
2º februaruis_____________ 28 ou 29 dias
3º martius________________ 31 dias
4º aprilis_________________ 30 dias
5º maius_________________ 31 dias
6º junius_________________ 30 dias
7º julius_________________ 31 dias
8º augustus______________ 31 dias
9º september_____________ 30 dias
10º october_______________ 31 dias
11º november_____________ 30 dias
12º december_____________ 31 dias
Calendário Gregoriano
Mesmo após a reforma juliana, havia algumas
incorreções que só se tornaram apreciáveis depois de muitos séculos. Com a
reforma juliana passou-se a considerar o ano com 365 dias, havendo a
intercalação de quatro em quatro anos de um ano com 366 dias, o que tornava na
média a duração do ano com 365,25 dias. Mas como o ano trópico tem 365 dias, 5
horas, 48 minutos e 47,5 segundos, restando, portanto, uma diferença de 11
minutos e 12,5 segundos, a cada quatro anos aumentava-se 24 horas, quando na
verdade deveria aumentar-se 23 horas, 15 minutos e 10 segundos. Com essa
diferença temos, a cada 128,5 anos, um atraso de um dia nas datas dos
equinócios e solstícios. Em 325 d.C., quando o Concílio de Nicea se reuniu para
definir a época da Páscoa, entre outros assuntos, já se havia percebido que o
equinócio da primavera, fixado por Júlio César para 25 de março, estava
ocorrendo já em 21 de março. Os bispos então refixaram o equinócio da primavera
para 21 de março nos anos comuns, e 20 de março nos anos bissextos. Mas isso
apenas atualizava o equinócio, não corrigia todavia a duração do ano. Foi
somente em 1582 que o papa Gregório XIII (1512-1586) efetuou a reforma no calendário, quando já havia
um atraso de 10 dias da data do equinócio (estava ocorrendo em 11 de março, ao
invés de 21 de março). As modificações introduzidas com a reforma gregoriana
foram as seguintes:
1 - Supressão de dez dias do
calendário. O dia seguinte à quinta-feira, 4 de outubro de 1582, passou a ser
sexta-feira, 15 de outubro de 1582, para que o equinócio voltasse a concordar
com a deliberação do Concílio de Nicea.
2 - Ausência de anos
bissextos durante três anos em cada período de 400 anos. O primeiro destes
ciclos começou em 1600, que foi bissexto, mas 1700, 1800 e 1900 não foram
bissextos, voltando a ser em 2000. Desse modo, após três anos seculares comuns,
haverá um bissexto. Assim só serão bissextos os anos seculares divisíveis por
400. No calendário juliano, todos os anos seculares eram bissextos.
3 - Contagem dos dias
através da designação dos números cardinais 1, 2, 3, ... pela ordem e
seguidamente (e não mais por calendas, nonas e idos). Há ainda uma diferença
residual de 2 horas, 43 minutos e 2 segundos a cada 400 anos, o que produz um
acréscimo de um dia a cada 3.532 anos. Isso deverá tornar bissexto o ano 4000,
embora esta questão não tenha sido tratada pela reforma gregoriana.
Algumas
publicações usam a expressão "velho estilo" e "novo
estilo", referindo-se a ano juliano ou gregoriano, respectivamente. A
reforma gregoriana não foi aceita de imediato. Vários povos se opuseram a ela,
principalmente os não católicos. Os católicos, como Portugal e Espanha,
aceitaram de imediato, em outubro de 1582; a França, em dezembro de l582; já a
Alemanha e a Áustria, em 1584, Hungria em 1587, Inglaterra em 1752, Suécia em
1753 e a Rússia em 1923. Esta última teve que eliminar 13 dias do seu
calendário.
A Era Cristã
Os romanos
começavam a contagem dos anos a partir da fundação de Roma, em 753 a.C. (era
romana). Este sistema foi usado também por povos conquistados pelos romanos por
muito tempo, embora existissem outros como a era Nabonassar ou a era César. No século VI d.C., um monge grego chamado Dionísio propôs que se iniciasse a
partir do nascimento de Cristo. Para tanto, ele fez cálculos para saber em que
ano Cristo teria nascido, o que era uma tarefa muito difícil. Ao final, sugeriu
que se começasse a era cristã a partir do ano 754 da fundação de Roma.
Passados 1.200 anos de Dionísio, os
cronometristas descobriram que ele havia cometido um erro de quatro anos para
menos, mas o sistema não foi alterado. Cristo nasceu provavelmente no ano 4
a.C. da era cristã.
A Semana
São necessários sete dias, aproximadamente,
para a Lua ir de uma fase a outra, e parece que esse foi o motivo para a semana
ter sete dias. Esta divisão era, ainda na Antiguidade, quase universal. Na Roma
antiga era chamada "Septmana" - sete manhãs. Os babilônios talvez
tenham sido os primeiros a utilizá-la. Eles deram como nomes desses dias os
mesmos dos planetas que conheciam (os cinco planetas visíveis a olho nu que
conhecemos hoje, acrescidos do Sol e da Lua). Esta prática, muito antiga, já
era usada pelos babilônios. Foi adotada pelos romanos e outros povos europeus
influenciados por estes.
LATIN ESPANHOL* FRANCÊS*
solis dies domingo dimanche
lunae dies lúnes lundi
martis dies martes mardi
mercurie dies miercoles mercredi
jovis dies juéves jeudi
veneris dies viernes vendredi
saturni dies sábado samedi
SAXÃO** INGLÊS ALEMÃO
sun's day sunday sonntag
moon's day monday montag
tiw's day tuesday dienstag
wonden's day wednesday mittwoch
thor's day thursday donnerstag
friga's day friday freitag
saterne's day saturday samstag
* Em espanhol e em francês
foi alterada a nomenclatura do domingo e do sábado; a justificativa é a mesma
da língua portuguesa (ver adiante).
** Na língua saxã, Tiw,
Wonden, Thor e Friga representam os deuses correspondentes na mitologia nórdica
a Marte, Mercúrio, Júpiter e Vênus.
Esta língua
influenciou as línguas inglesa e alemã. Já os dias da semana estão ordenados da
seguinte maneira: dia do Sol, dia da Lua, dia de Marte, dia de Mercúrio, dia de
Júpiter, dia de Vênus e dia de Saturno. Notamos que aparentemente esta ordem
não tem nenhum sentido. No sistema aristotélico, a ordem de afastamento dos
"planetas" da Terra era: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e
Saturno. Esta ordem foi corretamente deduzida pela velocidade destes astros na
esfera celeste. Esta origem atribui-se ao hábito, na Antiguidade, de dedicar-se
cada hora e cada dia a um planeta que influenciaria esta hora ou este dia. Os
planetas eram ordenados do mais afastado para o mais próximo; o planeta que
influenciaria a primeira hora do dia era também o planeta daquele dia. Por
exemplo: o dia em que sua primeira hora fosse atribuída ao Sol era obviamente
"dia do Sol", a segunda hora, a Vênus, a terceira, a Mercúrio, a
quarta, a Lua, a quinta, a Saturno, a sexta, a Júpiter, e a sétima, a Marte. Aí
se repetia o ciclo; a oitava ao Sol, e assim por diante. Para saber qual seria
a primeira hora (e as seguintes) do dia, e consequentemente o "planeta do
dia", usava-se a "estrela dos magos", ou heptacorda, uma figura
cabalística. A língua portuguesa não dividiu os dias segundo o nome dos
planetas, porque no começo do Cristianismo a Páscoa durava uma semana, sendo o
trabalho reduzido ao mínimo possível e o tempo destinado exclusivamente a
orações. Esses dias eram os feriaes, ou seja, feriados. Para enumerar os
feriaes, começou-se pelo sábado, como os hebreus faziam. O dia seguinte
ao sábado seria o feria-prima (domingo), depois seria o segunda-feria
(segunda-feira), e assim por diante. O sábado origina-se de Shabbath,
dia do descanso para os hebreus. O imperador Flávio Constantino (280-337 d.C.),
após se converter ao Cristianismo, substituiu a denominação de Dies Solis
ou Feria-prima para Dominica (dia do Senhor), que por sua vez foi
adotada por povos latinos.
LATIN LITÚRGICO PORTUGUÊS
dies domenica domingo
feria secunda segunda-feira
feria tertia terça-feira
feria quarta quarta-feira
feria quinta quinta-feira
feria sexta sexta-feira
sabbatum sábado
Referência Bibliográfica
Fonte primária
Site visitado
Fonte secundária
ASSAFIN, M. SALDANHA, A. Calendários. Observatório Nacional, Rio de
Janeiro, 1989.
DONATO, H. História do
calendário. Universidade de São Paulo, São Paulo, 1976.
KAUSE, A. Astronomia para
todos. Iberia, 1944.
LOBO, A. M. Ciência
atraente e recreativa. volume 5, Rio de Janeiro.
ENCICLOPÉDIA Mirador Internacional. São Paulo / Rio de
Janeiro, 1983.
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